• Cozinha de produto
  • Cardápio
  • Contato/ Reservas
  • Eventos/ servicos especiais
  • Delivery
  • Blog
  • Livro
  • Videos
  • Newsletter
  • Menu

Chou

  • Cozinha de produto
  • Cardápio
  • Contato/ Reservas
  • Eventos/ servicos especiais
  • Delivery
  • Blog
  • Livro
  • Videos
  • Newsletter
“What small potatoes we are compared to what we might be”

fazenda santa adelaide

October 22, 2012
IMG_7051.JPG
Antes de ser cozinheira, antes de ser uma estudante de letras, antes de qualquer coisa eu fui uma menina que caminhava até a horta da sua infância, arrancava as cenouras da terra pelo talo, que, ainda com o cheiro do solo e alguma sujeira, mastigava com prazer incomparável. Portanto não é de se estranhar que quando sonhava com o meu restaurante, sonhasse junto com as verduras orgânicas, fresquinhas que viriam abastecer a cozinha de primor botânico. Plantei uma horta nos fundos do restaurante, que, coitada, por falta de sol e tamanho consegue ser apenas uma acanhado símbolo do que um dia eu sonhei. Obviamente eu sabia que jamais conseguiria produzir os ingredientes que eu precisava ali e desde o primeiro dia procurei produtores de hortaliças orgânicas para o Chou. Essa busca, no entanto, se mostrou uma das mais difíceis e complicadas. Depois de quatro anos, tendo trabalhado com distribuidores que faliram, mudaram de país, fecharam as portas, fiquei muito feliz quando bateu na nossa porta um moço com o cartão de um produtor de orgânicos que disse que conseguiria nos entregar os produtos diretamente, duas vezes por semana!

 Domingo passado fomos visitar a fazenda, com sua bonita horta em declive, e uma mata nativa juntinho, juntinho. David nos mostrou orgulhoso a pilha de composto, nos contou de todo o trabalho para recuperar o solo, nos falou dos repelentes naturais, dos inimigos do tomate, das plantas companheiras, nos mostrou o manjericão que tinha plantado só pra gente. Caminhamos entre as fileiras de repolho, de salsinha, de erva doce escutando sobre o trabalho de alguém que acredita integralmente no que faz, e o faz com tremendo carinho. Sentimos o calor da vida se transformando dentro do composto, comemos rúcula recém arrancada do chão, vimos o estrago que a chuva fez nas couve flores e entendemos uma vez mais porque é tão importante privilegiar os produtos e os produtores orgânicos.

Nos emocionamos com um rabanete, falamos sobre a dificuldade de trabalhar apenas com os ingredientes da estação, comemos salada de tomate colhido ali mesmo e fomos embora contentes e orgulhosas, sabendo que o sonho tinha se tornado realidade.  

IMG_7004.JPG
IMG_7037.JPG
IMG_7042.JPG
IMG_7064.JPG
IMG_7075.JPG
IMG_6959.JPG
IMG_6974.JPG
IMG_7041.JPG
IMG_7004.JPG IMG_7037.JPG IMG_7042.JPG IMG_7064.JPG IMG_7075.JPG IMG_6959.JPG IMG_6974.JPG IMG_7041.JPG


Prev / Next

CADERNO DE COZINHA

Escrever veio antes da cozinha, mas aos poucos os livros de gastronomia foram ganhando espaço na minha estante junto com os de literatura. Brillat Savarin & Garcia Marques. Tem coisas que a gente não abandona.


Posts

Featured
September 13, 2021
As ervas, a menina e o sítio
September 13, 2021
September 13, 2021
March 8, 2017
SOMOS
March 8, 2017
March 8, 2017
October 1, 2014
Feito por nós
October 1, 2014
October 1, 2014
February 4, 2014
Feito por nós
February 4, 2014
February 4, 2014
October 3, 2013
Marcella
October 3, 2013
October 3, 2013
August 27, 2013
Feito por nós
August 27, 2013
August 27, 2013
August 27, 2013
Manifesto do meu desejo
August 27, 2013
August 27, 2013
October 22, 2012
fazenda santa adelaide
October 22, 2012
October 22, 2012
October 16, 2011
do café e da memória
October 16, 2011
October 16, 2011
November 23, 2010
esquecendo da vida
November 23, 2010
November 23, 2010